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Archive for Maio, 2013

Começou a Viagem – josé luís montero (colagem)

Maio 31, 2013 1 comentário

Exerto do Conto extremadamente Poético – josé luís montero

O cowboy é mansinho. A planície verdejante abranda-lhe a testosterona. O macho fica semi-homem e o que se perde não se encontra; mais um perdido e confundido. O boi deixa de ser o guiado; o cavicórneo governa-se enquanto o cowboy se procura. Não se encontra; ganha asas. Não bate asas; não ganha voo. A pistola que usa para matar cobras enferruja-se. As balas esvaziam-se. As botas gastam-se. O cavalo desaparece; a planície engole o homem dos bois. A Natureza ganha Razão. O Sol torna-se manto. O boi faz-se livre.

josé luís montero

Poemas do Livro Começou a Viagem – josé luís montero

Começou a Viagem – josé luís montero

Notícias blasfemas do Surrealismo Saloio – josé luís montero

http://zarpante.com/pg/livro-come-202#.UZzvwYfVDzx

http://www.bertrand.pt/ficha/comecou-a-viagem?id=14937668

DADÁ COMEU UMA CODORNIZ. IMITAR É FAZER DE NOVO. O RAPAZIO ANDA COM MENSTRUAÇÃO PSICOLÓGICA. EXISTEM PRIMOS ALPINISTAS; ANINHAM-SE NO POÇO DO INFERNO. O VODKA SALVOU A HUMANIDADE. CRISTO ESTÁ SEPULTADO NA ÍNDIA; A VERDADE VIVE NA CATACUMBA ROMANA. O DESLEIXO É O PRIMEIRO PASSO DA VIRTUDE. HÁ PARAFUSOS NAS NUVENS; A LITERATURA É ORTOGRAFIA. A MALDITA IDEIA CRIOU O TRABALHO.

SE NÃO FAÇO FÉRIAS,AS FÉRIAS FAZEM-ME. ESTOU SALVO.

josé luís montero

Autoentrevista para contar a viagem do livro Começou a Viagem caminho do Porto e do Surrealismo Saloio – josé luís montero

Maio 28, 2013 1 comentário

Numa carruagem apinhada de computadores, gravatas e chuchas eletrónicas Começou a Viagem partiu caminho do Porto à procura de meia-dúzia de leituras. A viagem demorou sete comboios e várias pernoitas em apeadeiros. Ao terceiro comboio instalou-se o cheiro a cavalo.

http://zarpante.com/pg/livro-come-202#.UZzvwYfVDzx

http://www.bertrand.pt/ficha/comecou-a-viagem?id=14937668

(Uma das minhas caras dormia; a outra fazia palavras cruzadas numa revista pornográfica.)

A minha cara de parvo: Com sete letras, como se diz: pene ereto?

A minha cara (des) tapada: Dadá diz: pau teso.

A minha cara de parvo: fumeiro. Orgia ou bacanal com sete letras?

A minha cara (des) tapada: Dadá diz: governo.

A minha cara de parvo: molhada. O comboio leva sandes de torresmos. Ler mais…

Exerto do Conto extremadamente Poético – josé luís montero

Tresanda. O cheiro invade as pupilas do morgado. O marialva espojou-se entre dádivas celestiais e palha apodrecida da vacaria. Neófitas no amor; veteranas no palheiro regougam misérias nas ventas do mamífero selado. Apimentam-se na eira da animalidade. Renomeiam. Inferem. Estrumam a alma do morgado; chicoteiam a carne. Desfazem o senhorio. Aprincesam-se. Redopiam a altivez. Estrangalham o berço de seda. Matam o morgado.

josé luís montero