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Archive for Outubro, 2013

O CAOS ESTÁ INSTALADO- josé luís montero ( publicado in Tomate e-Magazine)

Esta crónica publicada no Tomate e-Magazine, ao dia de ontem, superara largamente os 20 mil leitores.

O Governo está sem discurso. A coerência foi de férias e como nem a Madeira se salva, escolheu uma ilha anónima onde os deuses se chamam horizonte e a consagração coco. Nada parece estar a salvo do buraco da incerteza e a vida perdeu a dimensão do largo prazo. O sonho está encravado no temor e o sorriso perdeu-se na primeira manhã em que comprar um pão nos pareceu caro. Viver deixou de ser uma ventura para ser uma má ventura. O despropósito transformou-se em praxis política; a apatia rebelde sociopolítica dos cidadãos manifestou-se em forma de abstenção maciça, principalmente, nas duas grandes cidades, Lisboa e Porto, ao superar com clareza a participação eleitoral. Os famosos independentes, no meio disto tudo, não são referente do descontentamento visto que muitos não são tão independentes e outros obedecem mais a lutas e a raivinhas localistas como é o caso do Porto. São, isso sim, a expressão do caos da partidocracia; do caos institucional em que se vive e desgoverna. São o exemplo da incoerência da ordem como valor do Sistema. São partes do lóbi que quer ganhar terreno nos corredores do Poder. Ler mais…

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Passos Coelho virou extraterrestre – josé luís montero

Virtude. O Passos Coelho tem uma virtude: não se engasga enquanto fala. Pode ser que tenha algum acesso de tosse, mas, não se engasga. No entanto, quando o oiço, só sei o que diz porque sei que diz o contrário do que acontece. Só uma pessoa aluada pelos fumos doces de alguma erva pode pensar que o que menos tem padece menos esta crise provocada pela usura. Quem não tem ou pouco tem; não tem e se não tem, não vive; está offline; vive deambulando; esconde-se do Sol; maldiz a Lua porque já se cansou de maldizer o Governo. Quem não tem, já não suporta o Passos Coelho e as troicas; ignora-as. Devolve inconscientemente o abandono e esquecimento em que o situou o Governo, a Banca e as supra- instituições internacionais. Quem não tem, não ouve o Passos Coelho. Consegue ser feliz ignorando-o porque assim ignora o grande vendedor do Ser Humano à miséria do capitalismo. Ler mais…

Um Governo de fotocópias – josé luís montero

Escrever sobre este Governo é repetir-se. É um governo de fotocópias. Qualquer texto sobre o Governo é cansativo; tão cansativo que apetece exclamar: mas, para que escrevem sobre estes mamíferos.?!! Todo jornalista ou articulista que tivesse um mínimo de cautela e dó dos seus leitores, teria que escrever somente: temos 10 ministros; 20 secretários; 30 mais como os outros e 40 que se somam; além disso, andam por lá 100 rapazes que contam histórias a cada um deles. Ficávamos todos informados. Não seria necessário saber que um se chama Machete, o outro Portas e que um tal Relvas foi ministro. Mas, os articulistas e afins empenham-se em escrever o nome das fotocópias. Eu, normalmente e se não estou com os copos, as fotocópias, conto-as. Mas, não, todos os dias temos que ler nomes e mais nomes e muitas vezes ocupa-se tempo e espaço a contar o que não estudaram, as mulheres que não amaram e o que comem quando vão ao Parlamento. Porque – que eu saiba- ao Parlamento vão comer no seu barato e bom refeitório. Responder no Parlamento é que não respondem. Nem respondem, nem contam estórias; contam balelas. A verdade é que também não respondem porque não lhes perguntam nada: falam para a televisão. Ler mais…

Paulo Portas, O Charmoso – josé luís montero

Outubro 8, 2013 1 comentário

Li com a cara de parvo que me caracteriza perante próprios e alheios as coisinhas que o ilustre Paulo Portas garante. Como quase todos os dias, comprei o DN e sentei-me numa esplanada que dá para uma mata frondosa. Puxei do cigarro; pedi uma bica; abri o jornal e estiquei a pernas. Apreciei, antes de estacionar numa notícia, a beleza da natureza e a beleza transeunte que passava pela calçada dos viandantes. Sonhei; vi-me numa ilha escassamente habitada na companhia de uma musa sem apriorismos. Olhei o céu; senti-me beijado pelo Sol. Mas, triste de mim, a minha cabeça tola embarcou na leitura da notícia sobre o tal; sobre o governante que cruza mares em submarinos com campainha vermelha; sobre o governante irrevogável; sobre um Relvas mais burguês e melhor penteado para adornar uma pacata alopecia; sobre o ministro vice-rei Paulo Portas. Ler mais…