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Posts Tagged ‘Bruxelas’

Um Governo de fotocópias – josé luís montero

Escrever sobre este Governo é repetir-se. É um governo de fotocópias. Qualquer texto sobre o Governo é cansativo; tão cansativo que apetece exclamar: mas, para que escrevem sobre estes mamíferos.?!! Todo jornalista ou articulista que tivesse um mínimo de cautela e dó dos seus leitores, teria que escrever somente: temos 10 ministros; 20 secretários; 30 mais como os outros e 40 que se somam; além disso, andam por lá 100 rapazes que contam histórias a cada um deles. Ficávamos todos informados. Não seria necessário saber que um se chama Machete, o outro Portas e que um tal Relvas foi ministro. Mas, os articulistas e afins empenham-se em escrever o nome das fotocópias. Eu, normalmente e se não estou com os copos, as fotocópias, conto-as. Mas, não, todos os dias temos que ler nomes e mais nomes e muitas vezes ocupa-se tempo e espaço a contar o que não estudaram, as mulheres que não amaram e o que comem quando vão ao Parlamento. Porque – que eu saiba- ao Parlamento vão comer no seu barato e bom refeitório. Responder no Parlamento é que não respondem. Nem respondem, nem contam estórias; contam balelas. A verdade é que também não respondem porque não lhes perguntam nada: falam para a televisão. Ler mais…

SOBRAM PALAVRAS; CHEGOU A CAMINHADA José luís montero

Outubro 12, 2011 1 comentário

Tédio. Se não estivéssemos a viver um afrontamento sem limites por parte das grandes finanças seria caso para dizer: fecho a loja; vou para a praia. Os Governos do mundo conseguem e têm coragem para penalizar as capas mais desfavorecidas do povo, mas, são incapazes de endireitar e colocar na prateleira dos imbecis essa minoria que nos tem encostados ao xaguão. Arrasam os sistemas de saúde pública; arrasam os sistemas de educação pública, mas, são incapazes de travar o usureiro. Enjoo. O nosense instalou-se em todos e cada um dos governos. Não há para onde olhar. Não restam palavras para dizer. Não  há mais emoções para poetar: estamos a ser roubados e humilhados. Finalmente, o povo sairá à rua pelas vielas e avenidas do mundo numa manifestação sem igual e sem comparação. Além dos partidos e dos estados; existe o coração humano. Ler mais…

O BAILE ORÇAMENTAL por José luís montero

Outubro 7, 2011 1 comentário

Quando se aproxima a época do Orçamento sempre se estabelece uma espécie de baile onde todos querem dançar, mas, onde só alguns dançam. Dada a situação de xeque-mate em que se encontra Portugal a mãos da ditosa tróica, o Orçamento não estará marcado por uma estratégia governamental ou mesmo por uma visão partidária do Pais; estará marcado por uma estratégia exterior vindicativa e poderosa. O Governo da República tem duas opções: cumprir ou não cumprir. O facto de executar as directrizes internacionais não o salva da quebra. O jogo global a que está submetida a crise visa, entre outras coisas, a luta por estabelecer uma nova moeda-padrão. E Portugal é euro. O sim ou não do País depende muito mais das acções bélicas em que se veja involucrado o euro que da tesourada que o governo execute. Portugal, como os restantes países da CEE, não é uma entidade isolada e independente. Ler mais…