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Posts Tagged ‘Estado’

OS MEUS PÉS ESTÃO NO DESEMPREGO José luís montero

Tenho sono. Os políticos adormecem-me. Descalço-me. Olho para os meus lindos pés e penso que poderiam ter mais aplicações das que têm; podiam dar pontapés. Já não tenho idade para ser futebolista; mas, não só os futebolistas sabem dar pontapés. Pontapear as pedras é perigoso. Não tem interesse. A quem ou o quê poderia pontapear? Os meus sonhos, não; há quem se dedica aquece-los sem me perguntar. Não respeitam a condição de propriedade privada dos sonhos individuais. Só respeitam certo tipo de propriedade privada que teria; deveria e um dia terá que ser pública. Não sei, então, com quem poderia satisfazer os meus pés. Ficarão no desemprego. Com a crise e o desemprego galopante que anda no ar, vejo-os mal. Possivelmente, nem subsídio de desemprego terão. Só me darão despesas e com a idade reclamam constantemente sapatos cada vez mais caros. Ler mais…

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CAMINHO DO FUTURO por José luís montero

O primeiro passo caminho da greve geral planetária necessária foi consistente. Os jornais de meio mundo destacam o acontecimento. Minimizam as contas, mas, as fotografias não enganam. O Povo sem medo falou claro; foi rotundo; expressivo; hoje, deus foi ateu e contestatário. O cheiro a cravos passeou de continente a continente sem esgrimir bandeiras; raças ou credos. A greve planetária que se avizinha ganhou consistência; solidificou. O salário mínimo em Portugal, desde 1974, subiu 88 euros. A classe empresarial – Estado incluído como principal patrão do país e dos países – pode vestir outro fato porque o custo da mão-de-obra não é argumento verdadeiro. Dizia um poeta espanhol, António Machado, “caminhante não há caminho/ faz-se o caminho ao andar./ “ E o Povo sem raças, nem fronteiras caminha; está a fazer o caminho. Ler mais…

SOBRAM PALAVRAS; CHEGOU A CAMINHADA José luís montero

Outubro 12, 2011 1 comentário

Tédio. Se não estivéssemos a viver um afrontamento sem limites por parte das grandes finanças seria caso para dizer: fecho a loja; vou para a praia. Os Governos do mundo conseguem e têm coragem para penalizar as capas mais desfavorecidas do povo, mas, são incapazes de endireitar e colocar na prateleira dos imbecis essa minoria que nos tem encostados ao xaguão. Arrasam os sistemas de saúde pública; arrasam os sistemas de educação pública, mas, são incapazes de travar o usureiro. Enjoo. O nosense instalou-se em todos e cada um dos governos. Não há para onde olhar. Não restam palavras para dizer. Não  há mais emoções para poetar: estamos a ser roubados e humilhados. Finalmente, o povo sairá à rua pelas vielas e avenidas do mundo numa manifestação sem igual e sem comparação. Além dos partidos e dos estados; existe o coração humano. Ler mais…