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Posts Tagged ‘Governo’

Passos Coelho virou extraterrestre – josé luís montero

Virtude. O Passos Coelho tem uma virtude: não se engasga enquanto fala. Pode ser que tenha algum acesso de tosse, mas, não se engasga. No entanto, quando o oiço, só sei o que diz porque sei que diz o contrário do que acontece. Só uma pessoa aluada pelos fumos doces de alguma erva pode pensar que o que menos tem padece menos esta crise provocada pela usura. Quem não tem ou pouco tem; não tem e se não tem, não vive; está offline; vive deambulando; esconde-se do Sol; maldiz a Lua porque já se cansou de maldizer o Governo. Quem não tem, já não suporta o Passos Coelho e as troicas; ignora-as. Devolve inconscientemente o abandono e esquecimento em que o situou o Governo, a Banca e as supra- instituições internacionais. Quem não tem, não ouve o Passos Coelho. Consegue ser feliz ignorando-o porque assim ignora o grande vendedor do Ser Humano à miséria do capitalismo. Ler mais…

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Um Governo de fotocópias – josé luís montero

Escrever sobre este Governo é repetir-se. É um governo de fotocópias. Qualquer texto sobre o Governo é cansativo; tão cansativo que apetece exclamar: mas, para que escrevem sobre estes mamíferos.?!! Todo jornalista ou articulista que tivesse um mínimo de cautela e dó dos seus leitores, teria que escrever somente: temos 10 ministros; 20 secretários; 30 mais como os outros e 40 que se somam; além disso, andam por lá 100 rapazes que contam histórias a cada um deles. Ficávamos todos informados. Não seria necessário saber que um se chama Machete, o outro Portas e que um tal Relvas foi ministro. Mas, os articulistas e afins empenham-se em escrever o nome das fotocópias. Eu, normalmente e se não estou com os copos, as fotocópias, conto-as. Mas, não, todos os dias temos que ler nomes e mais nomes e muitas vezes ocupa-se tempo e espaço a contar o que não estudaram, as mulheres que não amaram e o que comem quando vão ao Parlamento. Porque – que eu saiba- ao Parlamento vão comer no seu barato e bom refeitório. Responder no Parlamento é que não respondem. Nem respondem, nem contam estórias; contam balelas. A verdade é que também não respondem porque não lhes perguntam nada: falam para a televisão. Ler mais…

Jornal I: Risco de tumultos e barricadas. Governo já prepara plano B

PALAVRAS FALSAS PELOS INTERSTÍCIOS ( josé luís montero)

Falar para dentro, falar para fora. Enganar os de casa, ser verdadeiro com os de fora.Este tipo de desdobramento é muito comum no mundo político. Passos Coelho acaba de expor e expor-se sem o menor pejo. Para o Brasil, Passos Coelho, declara que Portugal demorará vários anos a superar a crise. Os cicerones políticos vivem e comportam-se como se comportavam outrora quando as notícias tinham um círculo geográfico fechado de leitura. Esta esbarrada sonora que uma oposição, pelo menos, séria poderia utilizar para mostrar a carteira vazia do governo, passará sem nenhuma importância porque governo e oposição ou oposição e governo são pássaros do mesmo ninho. Todos eles estão comprometidos com a causa suprema do Poder e nenhum deles aprendeu que as notícias emitem-se num ponto e imediatamente abraçam todos os pontos. Por isso, Passos Coelho falou de forma diferente em dois pontos diferentes pensando que um era a sua casa e outro a casa alheia. Enganou-se, presentemente, não existe mais que uma casa: a global.

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PASSOS COELHO: O VENDEDOR DE CENOURAS josé luís montero

Cortes nos subsídios são temporários… Titula, mais ou menos assim, um matutino lisboeta as declarações do Passos Coelho. No entanto, como não é tarefa minha incutir esperança onde não há um sorriso, faço-me uma pergunta mouca: mas, há corte, não há? A resposta é conhecida: há. Então, que pretende dizer o primeiro-ministro? Nunca se sabe o que pretende dizer um político; mais ainda se é um político pragmático ligado aos tubarões do liberalismo económico, no entanto, inclino-me pelo possível conselho dos típicos assessores para que a mercadoria dos cortes seja bem vendida. É puro e duro marketing. É o pacote governativo vendido como quem vende cenouras a peso.  Está a vender uma promessa. Está a pisar o presente para que não seja visto. Está a adiantar o sabor, magnifico sabor da cenoura antes de ser comprada; antes de ser cozinhada e provada. Há corte, não há? Há. Que capacidade de análise tem o primeiro-ministro sobre a saída da crise? Nenhuma. Ler mais…

OS MINISTROS TAMBÉM DORMEM josé luís montero

Cantar não é o meu forte. Se fosse, a esta hora, estaria à porta da Brasileira do Chiado a cantar o fado choradinho. Ganharia uns tostões para ajudar os ministros que perdem o subsídio de Habitação. Estou convencido que com meia dúzia de fados bem chorados e bem puxados arranjaria dinheiro para alugar um quartinho com serviço de cozinha e casa de banho no Alto Pina ou na Madragoa; ao ministro Victor Gaspar teria muito gosto em recomendar-lhe uma zona diferente: o Convento da Encarnação. Muitos daqueles andares têm uma vista fabulosa sobre o Rossio; poderia sentir o cheirinho do café do Nicola e – simultaneamente – meditaria ao contemplar as ruinas do Convento do Carmo. Estou convencido que faria uma analogia lógica e falando com as entranhas, diria: “ assim ficará Portugal depois da ação do Governo.” Ler mais…

NÃO ACUSAM; SÓ MENTEM. Por José luís montero

O jogo da política anda entre o “eu acuso” e o “ tu mentes”. Entramos nas versões digitais dos jornais e não encontramos muito mais que estas duas grandes expressões. Mas, nenhuma é verdadeira ou clarividente. Pego numa das versões ao acaso e desmiúço-a:” Seguro diz que Portugal não tem ministro de Economia” titula o Diário de Notícias. Lendo assim e em forma de titular sem observar o contexto podemos pensar que o líder opositor está a estalidar o Governo na figura do ministro. Mas, não é verdade; está a atacar o ministro, no entanto, está a ajudar o Governo ou pelo menos a figura do primeiro-ministro. Segurado, através do Diário de Notícias, afirma e titula: “O PS não vai fazer o que o PSD de Passos fez na oposição.” Ao ler isto, pergunto-me: que fez o PSD de Passos? Atacar o Governo do PS sem compaixão, nem pejo. Portanto, Seguro está a dizer-lhe ao PSD que fará uma oposição piedosa e pudica. No entanto, se continuamos pela mesma senda tropeçamos com o seguinte: “O Governo incomodado com o ministro de Economia”; então, se reflexionamos, podemos concluir: o Seguro está a ajudar o Governo no seu descontentamento com um dos seus ministros. Ler mais…