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Posts Tagged ‘Igreja’

PASSOS COELHO: O VENDEDOR DE CENOURAS josé luís montero

Cortes nos subsídios são temporários… Titula, mais ou menos assim, um matutino lisboeta as declarações do Passos Coelho. No entanto, como não é tarefa minha incutir esperança onde não há um sorriso, faço-me uma pergunta mouca: mas, há corte, não há? A resposta é conhecida: há. Então, que pretende dizer o primeiro-ministro? Nunca se sabe o que pretende dizer um político; mais ainda se é um político pragmático ligado aos tubarões do liberalismo económico, no entanto, inclino-me pelo possível conselho dos típicos assessores para que a mercadoria dos cortes seja bem vendida. É puro e duro marketing. É o pacote governativo vendido como quem vende cenouras a peso.  Está a vender uma promessa. Está a pisar o presente para que não seja visto. Está a adiantar o sabor, magnifico sabor da cenoura antes de ser comprada; antes de ser cozinhada e provada. Há corte, não há? Há. Que capacidade de análise tem o primeiro-ministro sobre a saída da crise? Nenhuma. Ler mais…

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AMO E ODEIO. VIVO E MORRO. CONTESTO. José luís montero

Setembro 30, 2011 1 comentário

Amo porque amo. Amo sem amar e odeio porque me fazem odiar. Vejo para onde não deveria ver e encontro-me com quê?.. Banca fraudulenta; associativismo interessado nas mais pequenas coisas. Corrupção brutal na classe política como a recente demissão do ministro de Turismo brasileiro. Absentismo dos sindicatos ligados a correntes políticas da velha esquerda. Os sistemas nacionais de saúde a falirem ou dizendo-nos que estão falidos. Escolas Públicas sem professores. Direitos laborais espoliados. Protecção social aos trabalhadores despedidos minguando de forma cruel e assustadora. Regiões da Terra marcadas pela fome. Guerras inventadas em regiões onde o petróleo ou os carreiros do ópio são vitais. Países sem liberdade, nem direitos humanos garantidos como a China a impor critérios financeiros ao mundo. Trabalho escravo em países emergentes. Exploração de menores em idade escolar. Economicismo de banca rota a comandar as filosofias económicas de governos dos países da velha Europa. Relançamento de ideias e legislações xenófobas. Estudantes sem futuro. Futuro sem sonho. O silêncio dos Poetas. A boca fechada dos Filósofos. Os pedreiros-livres esquecendo-se do Homem. A inópia dos media. O futebol como referente social. A Igreja entre escândalos sociais e sexuais. O FMI ao serviço de desconhecido interesse. Os patriotas vendendo as Pátrias a retalho. A lingerie como signo de emancipação. As televisões a fazer do tédio e da falta de privacidade virtude. Os campos de golfe a substituir searas. Os automóveis a empenhar o espírito de aventura. A Banca a mandar nas vontades e desejos. Os parvos a ser nomeados ministros. Os ministros transformados em porteiros dos grandes especuladores.

Vejo para onde não deveria e encontro-me com quê? Com merda! Com a Tróica em Lisboa.

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