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Posts Tagged ‘josé luís montero’

O PSD TEM UM FURÚNCULO- crónica online no Jornal ETC e TAL (josé luís montero)

Março 2, 2017 1 comentário
Rúbrica Ninho da Liberdade | Março 1, 2017  |  Sem comentários
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José Luís Montero

Este mês foi frio, mas, morno. Foi um mês cheio de ramas. Folhagem. Quezílias postiças, verdades não ditas. Carapuças vendidas online ao grande público. O Marcelo perdeu a condescendência do seu marco político natural. Irritaram-se, retiram-lhe a confiança; amuaram. Marcelo respondeu que a Presidência não era um concurso de popularidade. Eu talvez tivesse respondido que se corriam muito e com a calçada resvaladiça, poderiam acabar nas Urgências de algum hospital lotado de pacientes.

A CGD está a padecer um assédio que ataca a sua credibilidade e esta questão no mundo financeiro é grave. Pode provocar desde fuga de entrada de dinheiro como fuga de depósitos. A direita encabritada sabe que isto funciona assim e se não o sabe, algum assessor medíocre do tipo dos boys que metera em tudo quanto era governo e adjacentes avisou-a porque estes rapazinhos, pelo menos, eram obrigados a ler os jornais.

E sabiam dessa missa porque a missa da CGD não é a primeira missa vivida no sector. Nem a última missa vivida na própria Caixa Geral de Depósitos. Neste momento da guerra só se vislumbra uma intenção: a direita está a aguçar a situação que provoque a venda da Caixa e como sempre neste tipo de entidades, requebradas e leiloadas ao desbarato.

No entanto, a direita encontra-se, fundamentalmente, com um problema relacionado com a capacidade de leitura. Os Passos Coelhos e restantes habitantes da ilha deserta das ideias encontram-se que alguém saído e achado no seu meio, sabe ler. Não sabem como o desarmar, não sabem como o desacreditar visto que mesmo de cara às eleições municipais, obriga-os a projetar uma imagem condizente com novos comportamentos e novas atitudes sociais.

Marcelo saiu-lhes criativo; saiu-lhes do caminho antigo e meteu-se pelas ruas e ruelas do charme e da expansão comunicativa. A direita instalada num discurso esquemático e rígido, encontra-se com o passo trocado e usa óculos de submarinista para ler as notícias necrológicas da praxis e pensamento político. E engana-se e troca as letras e salta de parágrafos e diz que tem um passado glorioso e estrangeirado nas ilhas dos offshore. A direita sente-se caída nas areias movediças e não vislumbra mão amiga, nem rama salvadora que a livre do afundamento lento, sádico, tremendamente aflitivo que a leva ao afogamento. Então berra, diz impurezas verbais; mentais. Guincha. Esperneia. Estrebucha.

passos coelho - marcelo

Realmente, sonham pentear-se como o Trump; falar ronco ou abroncado como o Bruno de Carvalho; calçar-se nos dias de festa e santa missa com as botas esburacadas do Salazar; expandir o cheiro do perfume do campo lavrado onde a terra remexida e a bosta que compõe o esterco configuram um aroma silvestre particular.

A direita não sonha, tem pesadelos tremebundos e bebe vinho quando deveria beber água. Portugal está salvo porque as ondas do mar, esse amigo e irmão, seguram-no à terra. E os Passos Coelhos e o memoriado Cavaco e Silva barafustam; blasfemam contra Neptuno e contra o próprio Camões porque a impedem de afogar a ideia nascida pelo século XII ao som da Reconquista aparecida em Covadonga.

O furúnculo enrevesou-se e está muito infetado. Não querem mostrar as nádegas à enfermeira. A infeção propaga-se. A dor pede morfina. A morfina é a roda penosa da morte anunciada. O PSD vive nas ruas da amargura. Conspiram nas suas entranhas à procura de um novo Messias. O nome do Relvas, homem faz tudo e que olha com olhos de impor, já passeou nos Mídias ao som da simpatia com uma ou outra personalidade. Passos Coelho está nu. Estamos em Fevereiro e Março e o frio ainda obriga ao uso de meias de lã.

Na Res pública não há atitude mais suicida que a do galo que não sabe cantar e acordar a vizinhança. Um galo que nem sequer canta acaba no tacho antes do dia de boda. O PSD não sabe cantar; não tem discurso, nem encontra pretextos sólidos para tentar, dentro da sua incultura manifesta, alinhar vários parágrafos de oratória. Vivemos em crise e na crise e a Geringonça soma argumentos-demagogias políticas que a fazem ascender nas espectativas dos votantes. O PSD afoga-se; só tem a cabeça à superfície. Marcelo Rebelo de Sousa tornou-se o Presidente dos afetos e das iniciativas. Almoça em casa de… Abraça a Maria Rosa… Bebe com a tia Joaquina. E diz que o seu lugar não é um concurso de popularidade… Claro, é a popularidade em si e para si. O PSD não tem padrinho salvador, nem cabra ou cabrão velho para fazer uma boa chanfana.

Foto: Pesquisa Google

01mar17

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Só os pássaros estão alegres – josé luís montero ( publicado in ETC. e TAL )

Novembro 4, 2013 2 comentários

http://etcetal.pegada.net/j/2013/11/so-os-passaros-estao-alegres/#sthash.vcbTzkBE.dpbs

Tenho algumas manias, no entanto, como são minhas, penso que são genialidades. Navego por Europa, principalmente por Itália, e vejo e revejo a mesma gritaria por todo o lado, menos na santa Alemanha que nos (des) governa através da mão benta dos governos locais. O binómio Portas-Coelho não é mais que uma espécie de caixeiro-viajante encarregado de vender as tesouras que condicionam a vida dos cidadãos. No entanto, existe uma diferença clamorosa entre os verdadeiros vendedores e este binómio: os vendedores procuram agradar e oferecer maravilhas a baixo preço e o binómio impinge produtos sem ter em conta a simpatia e as vantagens. Ler mais…

O CAOS ESTÁ INSTALADO- josé luís montero ( publicado in Tomate e-Magazine)

Esta crónica publicada no Tomate e-Magazine, ao dia de ontem, superara largamente os 20 mil leitores.

O Governo está sem discurso. A coerência foi de férias e como nem a Madeira se salva, escolheu uma ilha anónima onde os deuses se chamam horizonte e a consagração coco. Nada parece estar a salvo do buraco da incerteza e a vida perdeu a dimensão do largo prazo. O sonho está encravado no temor e o sorriso perdeu-se na primeira manhã em que comprar um pão nos pareceu caro. Viver deixou de ser uma ventura para ser uma má ventura. O despropósito transformou-se em praxis política; a apatia rebelde sociopolítica dos cidadãos manifestou-se em forma de abstenção maciça, principalmente, nas duas grandes cidades, Lisboa e Porto, ao superar com clareza a participação eleitoral. Os famosos independentes, no meio disto tudo, não são referente do descontentamento visto que muitos não são tão independentes e outros obedecem mais a lutas e a raivinhas localistas como é o caso do Porto. São, isso sim, a expressão do caos da partidocracia; do caos institucional em que se vive e desgoverna. São o exemplo da incoerência da ordem como valor do Sistema. São partes do lóbi que quer ganhar terreno nos corredores do Poder. Ler mais…

Passos Coelho virou extraterrestre – josé luís montero

Virtude. O Passos Coelho tem uma virtude: não se engasga enquanto fala. Pode ser que tenha algum acesso de tosse, mas, não se engasga. No entanto, quando o oiço, só sei o que diz porque sei que diz o contrário do que acontece. Só uma pessoa aluada pelos fumos doces de alguma erva pode pensar que o que menos tem padece menos esta crise provocada pela usura. Quem não tem ou pouco tem; não tem e se não tem, não vive; está offline; vive deambulando; esconde-se do Sol; maldiz a Lua porque já se cansou de maldizer o Governo. Quem não tem, já não suporta o Passos Coelho e as troicas; ignora-as. Devolve inconscientemente o abandono e esquecimento em que o situou o Governo, a Banca e as supra- instituições internacionais. Quem não tem, não ouve o Passos Coelho. Consegue ser feliz ignorando-o porque assim ignora o grande vendedor do Ser Humano à miséria do capitalismo. Ler mais…

Um Governo de fotocópias – josé luís montero

Escrever sobre este Governo é repetir-se. É um governo de fotocópias. Qualquer texto sobre o Governo é cansativo; tão cansativo que apetece exclamar: mas, para que escrevem sobre estes mamíferos.?!! Todo jornalista ou articulista que tivesse um mínimo de cautela e dó dos seus leitores, teria que escrever somente: temos 10 ministros; 20 secretários; 30 mais como os outros e 40 que se somam; além disso, andam por lá 100 rapazes que contam histórias a cada um deles. Ficávamos todos informados. Não seria necessário saber que um se chama Machete, o outro Portas e que um tal Relvas foi ministro. Mas, os articulistas e afins empenham-se em escrever o nome das fotocópias. Eu, normalmente e se não estou com os copos, as fotocópias, conto-as. Mas, não, todos os dias temos que ler nomes e mais nomes e muitas vezes ocupa-se tempo e espaço a contar o que não estudaram, as mulheres que não amaram e o que comem quando vão ao Parlamento. Porque – que eu saiba- ao Parlamento vão comer no seu barato e bom refeitório. Responder no Parlamento é que não respondem. Nem respondem, nem contam estórias; contam balelas. A verdade é que também não respondem porque não lhes perguntam nada: falam para a televisão. Ler mais…

Paulo Portas, O Charmoso – josé luís montero

Outubro 8, 2013 1 comentário

Li com a cara de parvo que me caracteriza perante próprios e alheios as coisinhas que o ilustre Paulo Portas garante. Como quase todos os dias, comprei o DN e sentei-me numa esplanada que dá para uma mata frondosa. Puxei do cigarro; pedi uma bica; abri o jornal e estiquei a pernas. Apreciei, antes de estacionar numa notícia, a beleza da natureza e a beleza transeunte que passava pela calçada dos viandantes. Sonhei; vi-me numa ilha escassamente habitada na companhia de uma musa sem apriorismos. Olhei o céu; senti-me beijado pelo Sol. Mas, triste de mim, a minha cabeça tola embarcou na leitura da notícia sobre o tal; sobre o governante que cruza mares em submarinos com campainha vermelha; sobre o governante irrevogável; sobre um Relvas mais burguês e melhor penteado para adornar uma pacata alopecia; sobre o ministro vice-rei Paulo Portas. Ler mais…

Marilyn Monroe, o mito e o mistério de um suicídio

Sandrine Cabut mete-nos de cheio na morte misteriosa de um mito. Se vivíamos instalados na dúvida; agora, vivemos a pensar que Marilyn Monroe morreu mal e sabe-se pior sobre um suicídio que se instalou como mítico. O jovem doutor Thomas Noguchi do Instituto Médico-legal de Los Angeles tocou-lhe dançar com a mais bela das mulheres; O “legista das estrelas”, tal como ficou conhecido, tocou-lhe dançar com os corpos de outros mitos: Robert Kennedy; Natalie Wood e a imortal Janis Joplin. Na noite de 4 de Agosto de 1962 o corpo de Marilyn Monroe fora encontrado morto na sua cama; nua e com a mesinha de cabeceira repleta de embalagens de barbitúricos, entre elas, uma embalagem vazia Nembutal. Esta mulher frágil e bela dependia de comprimidos e álcool para superar os seus estados de insónia, angústias e esgotamento. Não se despediu; a possibilidade de suicídio colou-se imediatamente sobre a mesa. Marilyn tinha currículo de tentativas de suicídio. No entanto, vivia um momento agradável da sua vida; no dia do seu enterro, dia 8, estava marcado o seu casamento com o jogador de Beisebol DiMaggio. A vertente profissional sofrera um novo impulso com a assinatura do contrato para reiniciar a filmagem de Something´s Got to Give. A sua vida não se encontrava, portanto, numa fase de paralise. Ler mais…