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Posts Tagged ‘Madeira’

O CAOS ESTÁ INSTALADO- josé luís montero ( publicado in Tomate e-Magazine)

Esta crónica publicada no Tomate e-Magazine, ao dia de ontem, superara largamente os 20 mil leitores.

O Governo está sem discurso. A coerência foi de férias e como nem a Madeira se salva, escolheu uma ilha anónima onde os deuses se chamam horizonte e a consagração coco. Nada parece estar a salvo do buraco da incerteza e a vida perdeu a dimensão do largo prazo. O sonho está encravado no temor e o sorriso perdeu-se na primeira manhã em que comprar um pão nos pareceu caro. Viver deixou de ser uma ventura para ser uma má ventura. O despropósito transformou-se em praxis política; a apatia rebelde sociopolítica dos cidadãos manifestou-se em forma de abstenção maciça, principalmente, nas duas grandes cidades, Lisboa e Porto, ao superar com clareza a participação eleitoral. Os famosos independentes, no meio disto tudo, não são referente do descontentamento visto que muitos não são tão independentes e outros obedecem mais a lutas e a raivinhas localistas como é o caso do Porto. São, isso sim, a expressão do caos da partidocracia; do caos institucional em que se vive e desgoverna. São o exemplo da incoerência da ordem como valor do Sistema. São partes do lóbi que quer ganhar terreno nos corredores do Poder. Ler mais…

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A CRISE E O PIMM, PLIM; PLOC… José luís montero

Sinto a torneira a pingar. Está longe; fica ao dobrar o corredor à mão direita. O silêncio nocturno realça o pormenor: ploc; ploc; pimm, plim; ploc… Parece a tróica a confeccionar medidas anticrise para Portugal. Parece o Passos Coelho a chatear os funcionários. Parece o Miguel Relvas reunido com os assessores. Parece o Obama a comer sapos no Senado. Parece a Merkel a mandar trabalhar sem contrato laboral legível. Parece o Paulo Portas a comprar submarinos. Parece o Alberto João Jardim a esconder buracos. Parece o PSD a comer laranjas. Parece o PCP a falar de democracia. Parece o Sócrates a ver-se ao espelho. Parece o Durão Barroso a passar-lhe o testemunho ao Santana Lopes. Parece o Louçã a explicar a depressão pós-eleitoral. Parece o Cavaco Silva a dizer que é pobre. Parece a crise. Ler mais…

CANÁRIAS TAMBÉM TEM BANANAS por josé luís montero

É sério escrever sobre o Alberto João Jardim? Penso que não. Portugal vive formalmente numa Democracia; mas, este senhor ainda não percebeu isso. Nem quer perceber. Então, prefiro não gastar tempo e paciência – própria e alheia – para dizer o que a grande maioria das pessoas sabem. Prefiro falar do PSD; prefiro falar do partido do embaixador das bananas. Como é que um partido que se diz democrata aceita no seu interior este arlequim de expressão nasal travada? Como pode o ministro Relvas falar de liberdade ou de democracia? Como pode o Presidente Passos Coelho falar de moderação de atitudes? Devem estar, todos, a brincar à cabra-cega com o cidadão. O vencedor recebe como prémio um quilograma de bananas. As cascas e os fios das bananas podem ser depositados nos buracos. Ler mais…

DEUS NÃO SE PORTA BEM por josé luís montero

Os dias deveriam chamar-se todos: ontem. Dessa forma nunca falaríamos do presente e evitaríamos muitos aborrecimentos. Não estaríamos a falar dos sonsos que estão nos governos, nem nos preocuparia a taxa eléctrica. Estaria tudo pago. Os preços sempre seriam antigos e a vida muito mais barata. A crise nunca teria acontecido e nem o mesmíssimo Benfica seria bicampeão europeu no tempo em que o futebol ainda era futebol. Nem sequer estaríamos na época de Adão e Eva e o fantasma de Deus nunca nos mandaria tapar as vergonhas. Ainda que eu nunca me consegui envergonhar do meu sexo. Talvez seja pela falta de vergonha que comecei a duvidar da existência de Deus e mais tarde, a nega-la completamente. Quem mandou a Deus inventar a vergonha? Cada vez estou mais convencido que não era muito inteligente, nem lera, sequer, as Selecções Reader`s Digest. A vergonha não é mais que o fruto – não da maçã de Eva – da incultura divina. E por culpa dele vivemos no presente e temos que levar com esta crise que é mais que uma crise: é a grande teta por onde chupam os poderosos. Ler mais…

À VOLTA DOS CALORES E OUTRAS VISÕES POLÍTICAS por josé luís montero

O dia vem quente. Além nas montanhas que diviso desde o meu escritório vejo o Sol a reflectir com força. Vejo as pombas à sombra das beiras dos telhados. E não vejo mais porque as declarações do ministro Miguel Relvas deixaram-me sem paciência. Antes que nada e primeiro que tudo o ministro deveria dizer à população: “queridos concidadãos: como sabem a vida municipal gere o 80% das nossas vidas…” e posteriormente poderia dizer, então, as poucas ideias que brotam da sua cabeça. Mas, assim, não, não, não… Assim não ganha o premio da bola de berlinde na leitaria da esquina. Quer unir…Pretende unir terras para – segundo se entende – poupar. Que pouparia unindo Tomar com Torres? Nada a não ser afundar Torres como ele e os seus camaradas afundaram Tomar. A vida Municipal caracteriza-se por dois pontos fundamentais: 1- qualidade de serviços e 2- a proximidade entre representantes e representados. Se unimos municípios perdemos imediatamente proximidade e com ela perdemos, também, qualidade de serviço. Perdemos a vida e a gestão da Comuna. Não faz sentido em Portugal, País pequeno de pouca população, unir o que o tempo jamais uniu. É uma pretensão contranatura. Ler mais…

O Estado e o João Jardim ou vice-versa – por José luís montero

“Dois presidentes da República, dois procuradores-gerais da República, três primeiros-ministros, quatro ministros das Finanças, três presidentes da Assembleia da República, dois presidentes do Supremo Tribunal Administrativo, três presidentes do Tribunal Constitucional, três presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, entidades regionais (líderes dos partidos e deputados incluídos.

A lista a que o Tribunal de Contas entregou os pareceres sobre as contas das regiões autónomas é vastíssima. E há ainda publicação no ‘Diário da República’. Mas ninguém agiu face aos avisos.” Ler mais…