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Posts Tagged ‘Miguel Relvas’

Os meus amigos e o Rui Machete – josé luís montero ( publicado in Tomate emagazine)

Novembro 17, 2013 1 comentário

http://www.tomateemagazine.com/#!os-meus-amigos-e-o-rui-machete/c1830

A proximidade do Inverno atacou-me as narinas. Ando entre antigripais e garrafas de água. No entanto, conservo o apetite e o comer forte e feio parece ser o melhor antidoto. Tenho uns amigos que ainda resistem e vivem em Lisboa que não me deixam viver sossegado no meu retiro termal. Mal acaba uma comezaina nos Bacalhoeiros-Licorista entre o vinho e a fotografia do Pessoa a virar um copinho, começam, sem deixar fazer a digestão, a falar do próximo Bacalhau à Braz. Evidentemente, como não estou acostumado a beber, entro em êxtase poético e informo; formo; elucido os meus queridos amigos que para comer bom bacalhau temos que ir à Galiza, mais concretamente a Betanços ao Rei do Bacalhau, onde uniríamos a Gula e a Cultura Histórica com maiúsculas já que poderíamos contemplar o símbolo do cristianismo celta que está exposto na torre da igreja. Entretanto, pelo caminho, visitaríamos Poio para comer uma bela caldeirada e pisar a terra, segundo os nacionalistas galegos, onde nasceu o Cristóvão Colombo. Sem saber bem o motivo, os meus amigos, agarram-se ao Licor de Poejo e perguntam-me se estou com febre. Ler mais…

OS MINISTROS TAMBÉM DORMEM josé luís montero

Cantar não é o meu forte. Se fosse, a esta hora, estaria à porta da Brasileira do Chiado a cantar o fado choradinho. Ganharia uns tostões para ajudar os ministros que perdem o subsídio de Habitação. Estou convencido que com meia dúzia de fados bem chorados e bem puxados arranjaria dinheiro para alugar um quartinho com serviço de cozinha e casa de banho no Alto Pina ou na Madragoa; ao ministro Victor Gaspar teria muito gosto em recomendar-lhe uma zona diferente: o Convento da Encarnação. Muitos daqueles andares têm uma vista fabulosa sobre o Rossio; poderia sentir o cheirinho do café do Nicola e – simultaneamente – meditaria ao contemplar as ruinas do Convento do Carmo. Estou convencido que faria uma analogia lógica e falando com as entranhas, diria: “ assim ficará Portugal depois da ação do Governo.” Ler mais…

A CRISE E O PIMM, PLIM; PLOC… José luís montero

Sinto a torneira a pingar. Está longe; fica ao dobrar o corredor à mão direita. O silêncio nocturno realça o pormenor: ploc; ploc; pimm, plim; ploc… Parece a tróica a confeccionar medidas anticrise para Portugal. Parece o Passos Coelho a chatear os funcionários. Parece o Miguel Relvas reunido com os assessores. Parece o Obama a comer sapos no Senado. Parece a Merkel a mandar trabalhar sem contrato laboral legível. Parece o Paulo Portas a comprar submarinos. Parece o Alberto João Jardim a esconder buracos. Parece o PSD a comer laranjas. Parece o PCP a falar de democracia. Parece o Sócrates a ver-se ao espelho. Parece o Durão Barroso a passar-lhe o testemunho ao Santana Lopes. Parece o Louçã a explicar a depressão pós-eleitoral. Parece o Cavaco Silva a dizer que é pobre. Parece a crise. Ler mais…

AS EMOÇÕES FERVEM José luís montero

O primeiro-ministro falará mal eu acabe de escrever estas palavras. Dirá: corto, podo, sofram pelo bem do País. Sejam patriotas: temos que salvar a banca. Sejam conscientes: esses gajos fazem o que lhes apetece… Dirá o que faz a banca? Não, não dirá. Então escuso de escrever depois do discurso do secretário eficiente do grande capital. Escrevo agora que estou com a paciência a meias. O sol que me acompanhou durante o dia ainda perdura e poderei escrever alguma coisa agradável. Imagino que as ruas de Portugal e do mundo o próximo dia 15 vestir-se-ao de gala para receber o Povo e bem barricadas para dificultar a Polícia. Pensei que a polícia estava para perseguir aos ladrões; aos estafadores, mas, enganei-me; está para perseguir os roubados; os estafados. Sempre desconfiei que era essa a sua missão, mas, agora, confirmo-a.  Ler mais…

CANÁRIAS TAMBÉM TEM BANANAS por josé luís montero

É sério escrever sobre o Alberto João Jardim? Penso que não. Portugal vive formalmente numa Democracia; mas, este senhor ainda não percebeu isso. Nem quer perceber. Então, prefiro não gastar tempo e paciência – própria e alheia – para dizer o que a grande maioria das pessoas sabem. Prefiro falar do PSD; prefiro falar do partido do embaixador das bananas. Como é que um partido que se diz democrata aceita no seu interior este arlequim de expressão nasal travada? Como pode o ministro Relvas falar de liberdade ou de democracia? Como pode o Presidente Passos Coelho falar de moderação de atitudes? Devem estar, todos, a brincar à cabra-cega com o cidadão. O vencedor recebe como prémio um quilograma de bananas. As cascas e os fios das bananas podem ser depositados nos buracos. Ler mais…

À VOLTA DOS CALORES E OUTRAS VISÕES POLÍTICAS por josé luís montero

O dia vem quente. Além nas montanhas que diviso desde o meu escritório vejo o Sol a reflectir com força. Vejo as pombas à sombra das beiras dos telhados. E não vejo mais porque as declarações do ministro Miguel Relvas deixaram-me sem paciência. Antes que nada e primeiro que tudo o ministro deveria dizer à população: “queridos concidadãos: como sabem a vida municipal gere o 80% das nossas vidas…” e posteriormente poderia dizer, então, as poucas ideias que brotam da sua cabeça. Mas, assim, não, não, não… Assim não ganha o premio da bola de berlinde na leitaria da esquina. Quer unir…Pretende unir terras para – segundo se entende – poupar. Que pouparia unindo Tomar com Torres? Nada a não ser afundar Torres como ele e os seus camaradas afundaram Tomar. A vida Municipal caracteriza-se por dois pontos fundamentais: 1- qualidade de serviços e 2- a proximidade entre representantes e representados. Se unimos municípios perdemos imediatamente proximidade e com ela perdemos, também, qualidade de serviço. Perdemos a vida e a gestão da Comuna. Não faz sentido em Portugal, País pequeno de pouca população, unir o que o tempo jamais uniu. É uma pretensão contranatura. Ler mais…