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Posts Tagged ‘Portugal’

O passado é teimoso – josé luís montero – ( publicado in tomate emagazine)

http://www.tomateemagazine.com/#!o-passado–teimoso/ck9o

O Presidente da República tem um problema: o passado. Dizem que o carteiro bate sempre duas vezes, mas, o passado é bastante mais teimoso. Rezava o ano de 1987; Portugal era, felizmente, um ex-País colonial. No entanto, África continuava a gritar forte contra o racismo e essa aberração chamada Apartheid. Finalmente a sempre tardia e preguiçosa ONU resolveu olhar para a África do Sul. Os seus cárceres estavam cheios de africanos encandeados só pela condição da raça. A cor da pele marcava privilégios. A ONU resolveu submeter a votação a libertação dos cautivos. Portugal, pela mão e decisão do seu então Chefe do Governo, Aníbal Cavaco Silva, votou contra a sua libertação. Portugal aliou-se com as potências da vergonha: Estados Unidos e Inglaterra.

  A direita e as suas personalidades têm outro problema: não se sabem explicar e quando se explicam a pintura estraga a parede. Recentemente, faleceu o longevo Nelson Mandela, Madiba, e o destino e as suas casualidades provocam um novo encontro entre Cavaco Silva e Madiba. O estrafalário voto de Portugal volta à atualidade, hoje, 26 anos depois da escolha de Cavaco Silva. Os cronistas e a voz sonora das ruas recordam o ato. Cavaco explica sem se explicar porque para esclarecer estragou o fato com lixivia. O seu argumento é tremendamente imperialista e colonialista. A razão da existência de compatriotas num País estranho não justifica a vontade expressa em forma de voto de manter os nativos, espoliados e vexados, em presídio; isso é ocupação e neste caso, ocupação colonial. Se existe risco ou perigo de vida de e para compatriotas, a solução tem um nome: evacuação. Ler mais…

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Paulo Portas, O Charmoso – josé luís montero

Outubro 8, 2013 1 comentário

Li com a cara de parvo que me caracteriza perante próprios e alheios as coisinhas que o ilustre Paulo Portas garante. Como quase todos os dias, comprei o DN e sentei-me numa esplanada que dá para uma mata frondosa. Puxei do cigarro; pedi uma bica; abri o jornal e estiquei a pernas. Apreciei, antes de estacionar numa notícia, a beleza da natureza e a beleza transeunte que passava pela calçada dos viandantes. Sonhei; vi-me numa ilha escassamente habitada na companhia de uma musa sem apriorismos. Olhei o céu; senti-me beijado pelo Sol. Mas, triste de mim, a minha cabeça tola embarcou na leitura da notícia sobre o tal; sobre o governante que cruza mares em submarinos com campainha vermelha; sobre o governante irrevogável; sobre um Relvas mais burguês e melhor penteado para adornar uma pacata alopecia; sobre o ministro vice-rei Paulo Portas. Ler mais…

Breve História da Maçonaria em Portugal

GRÉCIA: AMO-TE josé luís montero

Grécia. Grécia, meu amor… Especulam contigo; mugem o que tens e o que não tens. Depois, dizem que te perdoam para continuar a ter rendimentos. Grécia; Grécia meu sonho adolescente: o poder político-financeiro já não engana ninguém. Estão a recuar tal como se percebeu depois da manifestação global, mas, estão, fundamentalmente, a trabalhar a imagem. Hoje, inclusivamente o gato da minha vizinha que só fala turco e que se entende comigo por sinais delicados, sabe que ganharam, ganham e ganharão rios de dinheiro contigo assim como com Portugal. Ninguém duvida. É sabido. Está dito. Está comentado. Perdoam-te, dizem, dinheiro, mas, ficará mais dinheiro disponibilizado para a Banca. Grécia, Grécia: alimentaste durante séculos e séculos a nossa mente; agora, tocou-te alimentar quatro asnos com fatos de alpaca. Ler mais…

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NÃO ACUSAM; SÓ MENTEM. Por José luís montero

O jogo da política anda entre o “eu acuso” e o “ tu mentes”. Entramos nas versões digitais dos jornais e não encontramos muito mais que estas duas grandes expressões. Mas, nenhuma é verdadeira ou clarividente. Pego numa das versões ao acaso e desmiúço-a:” Seguro diz que Portugal não tem ministro de Economia” titula o Diário de Notícias. Lendo assim e em forma de titular sem observar o contexto podemos pensar que o líder opositor está a estalidar o Governo na figura do ministro. Mas, não é verdade; está a atacar o ministro, no entanto, está a ajudar o Governo ou pelo menos a figura do primeiro-ministro. Segurado, através do Diário de Notícias, afirma e titula: “O PS não vai fazer o que o PSD de Passos fez na oposição.” Ao ler isto, pergunto-me: que fez o PSD de Passos? Atacar o Governo do PS sem compaixão, nem pejo. Portanto, Seguro está a dizer-lhe ao PSD que fará uma oposição piedosa e pudica. No entanto, se continuamos pela mesma senda tropeçamos com o seguinte: “O Governo incomodado com o ministro de Economia”; então, se reflexionamos, podemos concluir: o Seguro está a ajudar o Governo no seu descontentamento com um dos seus ministros. Ler mais…

O BAILE ORÇAMENTAL por José luís montero

Outubro 7, 2011 1 comentário

Quando se aproxima a época do Orçamento sempre se estabelece uma espécie de baile onde todos querem dançar, mas, onde só alguns dançam. Dada a situação de xeque-mate em que se encontra Portugal a mãos da ditosa tróica, o Orçamento não estará marcado por uma estratégia governamental ou mesmo por uma visão partidária do Pais; estará marcado por uma estratégia exterior vindicativa e poderosa. O Governo da República tem duas opções: cumprir ou não cumprir. O facto de executar as directrizes internacionais não o salva da quebra. O jogo global a que está submetida a crise visa, entre outras coisas, a luta por estabelecer uma nova moeda-padrão. E Portugal é euro. O sim ou não do País depende muito mais das acções bélicas em que se veja involucrado o euro que da tesourada que o governo execute. Portugal, como os restantes países da CEE, não é uma entidade isolada e independente. Ler mais…

PALAVRAS GROSSAS por José luís montero

Palavra de rei em aposento plebeu. Boatos pequenos em alcova senhorial. Palavras grossas em reunião de museu. Orgia política-financeira em Portugal. Eis o que se vive; eis o que se come, eis a realidade. A Pérola do Atlântico languidesce pelos buracos de um cacique qualquer. Ninguém fala no vinho da madeira ou do peixe-espada grelhado; fala-se do enterrado-vivo em mausoléus estranhos da política. Fala-se da enorme manta que tapava ou ocultava o dinheiro público na Madeira. É pena. Mas, o Estado sabia. Souberam do cofre-terra da madeira Presidentes; juízes; camponeses de gola alta; despachantes de botim e bengala; clones do panorama português. É pena, mas, o sistema está corrupto. O Poder exerce de Poder e não é observável; não é inspeccionável. Entretanto, fumo para que o fumo do meu cigarro me esconda dos buracos. Não quero torcer um pé.

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