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Posts Tagged ‘sindicatos’

Só os pássaros estão alegres – josé luís montero ( publicado in ETC. e TAL )

Novembro 4, 2013 2 comentários

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Tenho algumas manias, no entanto, como são minhas, penso que são genialidades. Navego por Europa, principalmente por Itália, e vejo e revejo a mesma gritaria por todo o lado, menos na santa Alemanha que nos (des) governa através da mão benta dos governos locais. O binómio Portas-Coelho não é mais que uma espécie de caixeiro-viajante encarregado de vender as tesouras que condicionam a vida dos cidadãos. No entanto, existe uma diferença clamorosa entre os verdadeiros vendedores e este binómio: os vendedores procuram agradar e oferecer maravilhas a baixo preço e o binómio impinge produtos sem ter em conta a simpatia e as vantagens. Ler mais…

O CAOS ESTÁ INSTALADO- josé luís montero ( publicado in Tomate e-Magazine)

Esta crónica publicada no Tomate e-Magazine, ao dia de ontem, superara largamente os 20 mil leitores.

O Governo está sem discurso. A coerência foi de férias e como nem a Madeira se salva, escolheu uma ilha anónima onde os deuses se chamam horizonte e a consagração coco. Nada parece estar a salvo do buraco da incerteza e a vida perdeu a dimensão do largo prazo. O sonho está encravado no temor e o sorriso perdeu-se na primeira manhã em que comprar um pão nos pareceu caro. Viver deixou de ser uma ventura para ser uma má ventura. O despropósito transformou-se em praxis política; a apatia rebelde sociopolítica dos cidadãos manifestou-se em forma de abstenção maciça, principalmente, nas duas grandes cidades, Lisboa e Porto, ao superar com clareza a participação eleitoral. Os famosos independentes, no meio disto tudo, não são referente do descontentamento visto que muitos não são tão independentes e outros obedecem mais a lutas e a raivinhas localistas como é o caso do Porto. São, isso sim, a expressão do caos da partidocracia; do caos institucional em que se vive e desgoverna. São o exemplo da incoerência da ordem como valor do Sistema. São partes do lóbi que quer ganhar terreno nos corredores do Poder. Ler mais…

NÃO EXISTE ORÇAMENTO POSSÍVEL ( josé luis montero )

O Orçamento está votado nas duas vertentes: o Povo recusa o Orçamento e os poderes de facto apoiam o mesmo. É um orçamento de poucos contra muitos. As sociedades solvem os seus problemas quando encontram um equilíbrio entre o que produzem e o que consomem ou necessitam para consumir. A chamada “modernização da economia” que avançou cruelmente, principalmente, depois dos anos 80 do século passado privou, precisamente, os países dessa conjugação produção-necessidade de consumo. A chamada deslocalização industrial de fins do século passado-primeira década deste século fez o resto. A cidadania tem a sua culpa. Vivia-se numa espécie de borracheira de consumo fácil pago à base de plástico; não se reparava que desde a moda aos discos duros das novas tecnologias, eram produzidos onde o trabalho infantil é uma norma e a exploração escravista da classe trabalhadora em geral é lei maior. Vivia-se na maior das surdezes e na maior cegueira. Os grandes sindicatos de Ocidente esqueceram o velho princípio do internacionalismo. O Capital atuou de mãos livres. O desastre foi-nos servido como primeiro prato. Ler mais…

A entrevista, nunca publicada, a Paula Gil e João Labrincha do M12M

CHOVE NO DESERTO por José luís montero

Chove. A Vida molha-se. A crise é trovoada. Os Bancos ganham dinheiro; perdem dinheiro e o cidadão paga aos e para os Bancos; paga a crise e parece que tem que pedir perdão por existir. A esquerda, no rescaldo da 2ª Guerra Mundial, começa a criar o chamado Estado de Bem-estar. Guy Debord ou Raul Vaneguen (não me lembro bem qual dos dois assina o texto) integrante da Internacional Letritte (posteriormente deu na Internacional Situacionista) alertava para o que classificava como um engano à classe trabalhadora. Dizia que essas dádivas estatais (que – por outro lado – saiam das cotizações dos assalariados) provocariam a médio-longo prazo a completa desmobilização dos trabalhadores. Argumentava que perante um ataque do Capital aos direitos adquiridos encontrar-se-iam desmobilizados e sem capacidade de reacção. Vaneguen ou Debord tinha/m razão. A transformação artificial, ao acomodar uma parte dos assalariados ao status de Classe Media como elemento sociológico de integração social, foi uma soberba Operação Política-Económica de neutralização dos assalariados e de os tornar, também, os primeiros consumidores como explica o fordismo.  Ler mais…