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Os meus amigos e o Rui Machete – josé luís montero ( publicado in Tomate emagazine)

Novembro 17, 2013 1 comentário

http://www.tomateemagazine.com/#!os-meus-amigos-e-o-rui-machete/c1830

A proximidade do Inverno atacou-me as narinas. Ando entre antigripais e garrafas de água. No entanto, conservo o apetite e o comer forte e feio parece ser o melhor antidoto. Tenho uns amigos que ainda resistem e vivem em Lisboa que não me deixam viver sossegado no meu retiro termal. Mal acaba uma comezaina nos Bacalhoeiros-Licorista entre o vinho e a fotografia do Pessoa a virar um copinho, começam, sem deixar fazer a digestão, a falar do próximo Bacalhau à Braz. Evidentemente, como não estou acostumado a beber, entro em êxtase poético e informo; formo; elucido os meus queridos amigos que para comer bom bacalhau temos que ir à Galiza, mais concretamente a Betanços ao Rei do Bacalhau, onde uniríamos a Gula e a Cultura Histórica com maiúsculas já que poderíamos contemplar o símbolo do cristianismo celta que está exposto na torre da igreja. Entretanto, pelo caminho, visitaríamos Poio para comer uma bela caldeirada e pisar a terra, segundo os nacionalistas galegos, onde nasceu o Cristóvão Colombo. Sem saber bem o motivo, os meus amigos, agarram-se ao Licor de Poejo e perguntam-me se estou com febre. Ler mais…

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À VOLTA DOS CALORES E OUTRAS VISÕES POLÍTICAS por josé luís montero

O dia vem quente. Além nas montanhas que diviso desde o meu escritório vejo o Sol a reflectir com força. Vejo as pombas à sombra das beiras dos telhados. E não vejo mais porque as declarações do ministro Miguel Relvas deixaram-me sem paciência. Antes que nada e primeiro que tudo o ministro deveria dizer à população: “queridos concidadãos: como sabem a vida municipal gere o 80% das nossas vidas…” e posteriormente poderia dizer, então, as poucas ideias que brotam da sua cabeça. Mas, assim, não, não, não… Assim não ganha o premio da bola de berlinde na leitaria da esquina. Quer unir…Pretende unir terras para – segundo se entende – poupar. Que pouparia unindo Tomar com Torres? Nada a não ser afundar Torres como ele e os seus camaradas afundaram Tomar. A vida Municipal caracteriza-se por dois pontos fundamentais: 1- qualidade de serviços e 2- a proximidade entre representantes e representados. Se unimos municípios perdemos imediatamente proximidade e com ela perdemos, também, qualidade de serviço. Perdemos a vida e a gestão da Comuna. Não faz sentido em Portugal, País pequeno de pouca população, unir o que o tempo jamais uniu. É uma pretensão contranatura. Ler mais…